Orgulho de ser negro?

Outro dia eu eu tava pensando na expressão “orgulho da cor” que os negões aqui na América (e de praticamente qualquer lugar, aliás) adoram falar. Como esses filhos da puta ainda têm a coragem de chamar alguém de racista?

Coragem, não. Petulância. Os caras têm ORGULHO de pregar a segregação racial, e chamam os brancos de racistas.

Esse tipo de atitude apenas separa mais ainda as pessoas, porque dá a entender que há alguma diferença entre elas por causa da quantidade de melanina na sua pele. E além disso, porque “orgulho” da cor? Porque alguém deveria se orgulhar da sua cor? O que essa cor fez por você? Ok, ela protege você do sol. Mas um filtro solar faz a mesma coisa, e você não vê ninguém andando por aí com uma camisa com dizeres “SunBlock é foda! Yeah!”.

Se você parar pra pensar, (vamos lá, tente. Não dói.) “orgulho de ser negro” na verdade implica em uma auto-depreciação. É a mesma coisa que “orgulho gay”. É você admitir que sua situação pode até ser inferior do que a da maioria das outras pessoas (ou merecer menos respeito), mas tem orgulho disso mesmo assim. É como se o cara estivesse dizendo “Eu posso não ser branco, mas tenho orgulho de ser negro!”. Ou seja, ele acaba incentivando o racismo, ainda que inadvertidamente.

Qualquer coisa que ajude a aumentar a distância entre as pessoas é racismo. Os pretos, além de não perceber isso, contribuem.

Quer um exemplo? Nesse post usei propositalmente os termos “negões” e “pretos”. Se eu tiver algum leitor negro, a essa altura do campeonato ele já está revoltadíssimo. Agora pergunte a você mesmo: eu fiz alguma coisa errada?

Preto e negro são sinônimos, porra. Se você parar pra pensar, a palavra “negro” tem uma conotação ainda mais depreciativa que um simples “preto”, além de ser bem menos usado. Você tem uma blusa preta ou uma blusa negra? Um carro preto ou um carro negro? Nos Estados Unidos, a palavra é uma só: black, seja cars, seja people.

Experimente chamar seu amigo negro de “preto”. Ele ficará furiosíssimo – e sem motivo algum.

O racismo virou uma banalização, simplesmente pelo fato de que os negros (e eu me refiro especificamente aos brasileiros) reclamam demais. Eles querem ter motivos para dizer que os brancos são preconceituosos.

Há um tempo atrás houve uma confusão envolvendo a rede Globo, porque um personagem de uma novela cujo nome não lembro chamou outro de “preto safado”. A comunidade negra ficou chocada, e alegou racismo da parte da emissora.

E aí vai a melhor parte: Eles alegaram racismo porque, na cabeça deles, chamar alguém de “preto safado” significa uma associação das duas palavras. É como se você estivesse deixando implícito que a pessoa é safada por ser negra. Ou seja, “fazer acepção de pessoas por causa de sua cor de pele, ou associar a raça a uma conotação depreciativa” (essa é a definição de racismo. Lembrem-se dela, vou usa-la mais tarde nesse mesmo texto).

Na minha opinião, isso faz tanto sentido como dizer “Olha que carro vermelho rápido!”, associando a cor do carro à sua velocidade. “Ele é rápido porque é vermelho!”.

Mas nenhum exemplo é melhor para demonstrar esse pensamento seletivo dos negros que o sistema de cotas de universidade. Pelo amor de Deus, que lógica poderia defender a facilitação do ingresso universitário a pessoas de cor negra?! Eu não vejo negros chamando as faculdades de racistas – e elas ESTÃO sendo.

“Fazer acepção de pessoas por causa de sua cor de pele…”

Acho que nem preciso gastar linhas explicando essa parte. Os negros merecem acesso facilitado por quê? Pela cor da sua pele? Alguém chame a Ku Klux Klan, temos novos recrutas bem aqui.

“…ou associar a raça a uma conotação depreciativa.”

Essa é mais capciosa, mas vocês concordarão comigo. O que o sistema de cotas diz é mais ou menos o seguinte:

– Você é neguinho? Porra, que pena. Eu sei que pra você é mais difícil entrar numa faculdade, então que tal se eu fizer um vestibular “café com leite” pra você?

Não sei vocês, mas se eu fosse negro, eu ficaria muito PUTO com isso. O sistema de cotas seria um anúncio público da ineptude dos negros em geral. Eles estão chamando os negros de BURROS, na cara deles, e não estou vendo ameaças de processos.

Um ATOR, numa situação FICTÍCIA, chama UM negro de safado, e a merda pega no ventilador. Aí as faculdades decidem colocar chapéus de burros em todos os negros do país, e ninguém corre para consultar seus advogados.

E por que, você me pergunta? Porque essa atitude racista, conquanto tão depreciativa quando qualquer outra, os beneficia. Cadê aquele discurso de “orgulho de ser negro” quando o Estado tem pena de você e decide que você não tem condições intelectuais para disputar uma vaga com nós, os branquelos?! Se você é negro e defende as cotas, você é um safado.